Um rugbier brazuca no USA Sevens
Meu amigo, Brian Turnbull é sobrinho do legendário Collin Turnbull do Niterói e jogou comigo no SPAC. Um craque do futebol e do rúgbi no melhor estilo Charles Miller. Ele esteve em Las Vegas, vejam aqui algumas fotos e comentários do USA SEVENS do
Fui para Lãs Vegas no sábado 3am saindo de San Diego, chegamos às 8:30am (eu, Bettina e um casal de brasileiros amigos nossos). Eu e o Roge (ele e gaucho e jogou no Caxias Rugby) fomos direto para o SAM BOYD STADIUM assistir o dia todo de jogos e as mulheres foram para as compras...rsrsrs.
Chegando no estádio era Possível ver alguns campos ao redor onde aconteciam jogos e aquecimento de times. Estar num sábado de sol em Las Vegas respirando aquele ar de "rúgbi" foi simplesmente fantástico.
Chegamos a tempo do primeiro jogo e vimos uma Inglaterra muito forte, rápida. Com o estádio ainda vazio para o segundo jogo do dia, assistimos Pumas 21-19 França, pena para alguns franceses atrás de nos ficaram mais do bravos com a derrota, já sabiam que teriam que enfrentar a Inglaterra mais tarde.
Logo depois vieram os All Blacks, com toda a mística da camisa contra o Uruguai. Resultado, brincaram de jogar rúgbi, apesar do Uruguai ter sido muito valente. Dai para frente vimos os grandes e pequenos jogarem e o estádio com o tempo esquentando foi enchendo. Acredito que algo em torno de 70 a 80% do estádio foi tomado de torcedores e para nossa surpresa, torcedores de Fiji, Samoa (último campeão em Las Vegas ) e Quênia dominaram o estádio. Saindo para os bares do complexo eu me sentia em qualquer outro pais como Quenia ou outros como Fiji e Samoa, menos nos EUA.
O principal momento dos jogos na minha opinião, foi quando jogaram pelas quartas Samoa vs Fiji, o penúltimo jogo do sábado à noite. Fiji vencia o jogo, alias, um senhor jogo, também por conta das duas torcidas que dominavam o estádio. Quando terminavam o tempo regulamentar da partida soavam uma buzina que mais parecia o Titanic partindo. O placar estava 17-12 para Fiji e sabemos que o jogo não termina enquanto a bola não sai ou o time com a bola comete uma falta.
Pois bem, a buzina soou e Samoa estava 5 pontos atrás no placar e para pioarar estava nos eu campo de defesa. Foram ganhando terreno e com inúmeras fases, indo de um lado do outro, com um rúgbi simples, bonito e de qualidade. Quando estavam perto das 22 de Fiji – três minutos após da buzina - uma bola aberta da direita foi indo para esquerda, o ponta de Samoa vindo como um jato, bola aberta ate a ponta e com 2 metros da bandeira da linha de fundo, do lado esquerdo do campo veio um tackle monstro de um jogador de Fiji no “ponta-a-jato” samoano e a bola escapou de suas mãos, saindo pela laterla. Metade do estádio festeja e metade fica triste. A festa dos fijianos foi muito grande e depois de assistir os Spingboks vencerem a Austrália, sai convicto que ou África do Sull ou Fiji seriam campeões pelo rúgbi apresentado.
Outra coisa muito legal de se ver no estadio; todas as torcidas juntas e sem problemas de brigas.
Na semi-final, Fiji atropelou os All Blacks, 26-7, na outra os Springboks passaram pela Inglaterra, 17-10. Na final deu SPRINGBOKS, 24-14.
Outro resultado que domingo foi comentado, foi Quênia 24-21 Austrália, na semifinal da prata. Na final, Samoa derrotou Quênia, 26-15.
O que mais ouvi e vi cartazes lá no estádio e aos redores foi : "MANU SAMOA" - estavam em guerra mesmo.
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