domingo, 14 de novembro de 2010

Guarani 1 x 1 Vitória – Jejum de vitórias mantido e Série B mais pertoO time campineiro marcou depois de seis rodadas, mas não vence há dezCampinas, SP, 14 (AFI) – O Guarani está com um pé na Série B do Campeonato Brasileiro. Mesmo jogando no Estádio Brinco de Ouro, o time campineiro apenas empatou com o Vitória, por 1 a 1, pela 35ª rodada do Brasileirão. Esse resultado mantém o Bugre na zona de rebaixamento e o jejum de vitórias aumentou para dez jogos.


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Com o ponto conquistado, o Guarani chegou aos 37 e se encontra na 18ª colocação, vendo a Série B cada vez mais perto, principalmente devido aos resultados dessa rodada. Enquanto isso, o Leão está com 39 pontos, em 16ª lugar e é o primeiro fora da zona de rebaixamento.

Um dos principais culpados por mais um tropeço do Bugre em casa foi o técnico Vagner Mancini, que errou ao tirar Paulinho, um dos melhores em campo, e colocar Paulo Roberto, que acabou falhando no gol marcado pelos baianos. Além disso, a entrada do jovem Douglas não conseguiu melhorar o sistema defensivo alviverde e o atacante acabou perdendo uma grande chance, além de quase ter sido expulso no primeiro tempo.

Só faltou o gol
Correndo sérios riscos de rebaixamento, Guarani e Vitória entraram em campo pressionados, mas o começo do primeiro tempo foi bastante calmo. O primeiro lance de perigo foi criado pelos baianos, aos dez minutos. Ramón cobrou falta para a área e Douglas desviou pela linha de fundo, quase mandando para o próprio gol.

A resposta burgina veio na sequência. Apodi recebeu grande passe de Paulinho, invadiu a área, mas na hora de cruzar, a bola acabou desviando na zaga adversária e foi para escanteio. Na cobrança, Ailson subiu mais que tudo mundo e cabeceou nas mãos de Viáfara. O Bugre tinha maior posse de bola, mas acabava pecando no último passe.

Aposta no técnico Vagner Mancini, o jovem Douglas perdeu grande aos 24 minutos. Diego Barboza escapou pela esquerda e cruzou para a área. O zagueiro furou e a bola acabou sobrando para o atacante, que pegou errado e mandou ao lado do gol, levando os torcedores, que compareceram em bom número, ao desespero.

Sem conseguir passar do meio-campo, o Vitória arriscou um chute ao gol apenas aos 27, quando Uellington bateu de longe e mandou ao lado do gol de Emerson. Dez minutos depois, Junior recebeu lançamento, cortou um zagueiro e na hora na finalização foi travado pelo goleiro adversário, que ficou com a bola. Não mostrando um bom futebol, o Leão abusava das caídas no gramado, tentando deixar os jogadores bugrinos nervosos.

No intervalo...
“Jogo difícil e que não podemos vacilar. Isso aconteceu com o Atlético (Goianiense), onde martelamos e acabamos sofrendo um gol. Estamos jogando bem, mas temos que manter a tranqüilidade para fazer o gol e vencermos o jogo”, afirmou o meia do Guarani, Preto, na saída do gramado.

Sabendo que não mostraram um bom futebol neste primeiro tempo, os jogadores do Vitória foram para o vestiário sem dar nenhuma declaração. “Jogo difícil”, resumiu o atacante Júnior, único que falou alguma coisa.

Quem não faz toma
Logo no início do segundo tempo, o Bugre quase abriu o placar. Preto deu grande passe para Mazola, que bateu de primeira nas mãos de Viáfara, que estava bem posicionado. Na sequência, o rápido atacante invadiu a área e, mesmo sem ângulo, bateu para fora. Preto e Geovane estavam livre esperando o cruzamento. Mais acordado, o Bugre criou outras duas chances.

Na primeira, Preto cobrou falta e Bida antecipou o zagueiro Aislan, quase marcando gol contra. Depois, a bola foi mal tirada pelo sistema defensivo baiano e Gevane acabou ficando com a sobra, cabeceando nas mãos do goleiro Viáfara. Se preocupando apenas em se defender, o Vitória não conseguia ficar com a posse de bola e era encurralado pelo adversário, que pressionava em busca do primeiro gol.

Aos 17 minutos, Rafael Cruz roubou a bola de Marcio Careca e carregou a bola até a entrada da área, quando arriscou a finalização e mandou por cima do gol de Emerson. Na sequência, Geovane dominou e bateu de longe, mas acabou pegando errado e a bola foi para fora. Envolvido em uma polêmica durante a semana, quando falou sobre os salários atrasados, o volante Paulo Roberto entrou na vaga de Paulinho, que era um dos melhores jogadores bugrinos em campo, mostrando que Vagner Mancini segue perdido nas alterações.

A torcida do Guarani ficou com o grito de gol entalado aos 30 minutos. Aislan cobrou falta por cima da barreira e a bola acabou passando raspando o travessão de Viáfara, que apenas olhou. Como diz o ditado, quem não faz toma. Apodi perdeu bola no ataque e Egídio puxou o contra-ataque. O lateral foi até a linha de fundo e cruzou para dentro da área. Livre de marcação, Adaílton tocou na saída do goleiro adversário, jogando um balde de água fria nos torcedores que compareceram ao Brinco de Ouro.

Fim do jejum!
O Guarani voltou a fazer as pazes com as redes aos 35 minutos, nem deixando os torcedores do Vitória comemorarem. Em uma linda cobrança de escanteio, Geovani colocou muita curva na bola, que acabou enganando o goleiro Viáfara e entrou no gol. Ela ainda tocou na trave antes de ir para o fundo das redes. O time campineiro não sabia o que era marcar um gol há seis rodadas.

A torcida bugrina não comemorava um gol olímpico no Brinco de Ouro desde o dia 6 de agosto de 1986, quando Chiquinho Carioca acabou acertando uma linda cobrança, garantindo a vitória do Guarani sobre o Novorizontino, por 3 a 1, pelo Paulistão.

Próximos jogos
O Guarani volta a campo no próximo sábado, quando enfrenta o Flamengo, às 19h30, no Rio de Janeiro, pela 36ª rodada do Brasileirão. Enquanto isso, o Vitória recebe o Corinthians no domingo, às 17 horas, no Estádio Barradão.

FICHA TÉCNICA

Guarani 1 x 1 Vitória

Local: Estádio Brinco de Ouro, em Campinas (SP)
Renda: R$ 30.952,00
Público: 6.051 pagantes
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR)
Auxiliares: Gilson Bento Coutinho e Bruno Boschilia (PR)
Cartões amarelos: Douglas, Preto e Apodi (Guarani); Ramon, Bida, Gabriel e Neto Coruja (Vitória)
Gols: Geovane aos 35’/2T (Guarani); Adaílton aos 32’/2T (Vitória)

Guarani
Emerson; Apodi, Aislan, Ailson e Márcio Careca; Maycon, Paulinho (Paulo Roberto), Preto e Barboza (Reinaldo); Mazola e Douglas (Geovane).
Técnico: Vágner Mancini

Vitória
Viáfara; Rafael Cruz, Anderson Martins, Gabriel e Jonas (Thiago Martinelli); Uellington, Neto Coruja, Bida e Ramon (Egídio); Júnior e Elkeson (Adaílton).
Técnico: Antônio Lopes.

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