terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Exclusivo: Bruno Senna despista sobre vaga na Lotus Renault; contato terá de partir da equipe, diz assessor

Um dia depois do grave acidente envolvendo o piloto polonês Robert Kubica, da Lotus Renault, durante a disputa de uma prova de rali na Itália, o Ronde di Andora, o brasileiro Bruno Senna, um dos cinco reservas da equipe, preferiu não comentar sobre a possibilidade de assumir a vaga para a temporada 2011 do Mundial de Fórmula 1.

Em rápido contato com a reportagem do ESPN.com.br, por telefone, Bruno Senna deixou claro que não está autorizado a falar sobre as especulações dando conta de que seu nome seria o número um na fila para assumir o lugar de Kubica, que está fora da temporada e deve demorar cerca de um ano para concluir um tratamento intensivo de reabilitação.


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“Depende do assunto”, limitou-se a dizer Bruno Senna ao ser questionado se poderia atender à reportagem do ESPN.com.br. Quando perguntado a respeito da chance de assumir o posto de Kubica, o sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna foi econômico nas palavras e despistou. “Eu não vou falar nada depois do acidente. Infelizmente eu não posso falar nada sobre isso”, afirmou.

O assessor do piloto, Márcio Fonseca, por sua vez, disse ao ESPN.com.br que terá de partir da Lotus Renault qualquer iniciativa de promover Bruno Senna ao posto de titular da escuderia em 2011, o que, até agora, não aconteceu.

“Não tem absolutamente nada. Isso vai ter que partir da própria Renault. E, pelo que vi hoje mesmo, o pessoal da equipe está esperando um pouco mais para saber mais claramente o que vai acontecer com o Kubica”, afirmou. “O Bruno também não vai falar nada a respeito.”

Nesta semana, o piloto brasileiro vai seguir normalmente sua agenda como piloto reserva da equipe. Ele segue para Jerez de la Frontera, na Espanha, para continuar os testes de pré-temporada, e na semana que vem vai participar de um evento promocional em Monza, na Itália.

Acidente e apreensão

No último domingo, Robert Kubica bateu no muro de uma igreja durante a prova de rali e chegou a ficar preso nas ferragens por uma hora e meia. Ele foi submetido a uma cirurgia que durou mais de sete horas no Hospital Corona de Pietra Lígure, nas proximidades de Gênova, na Itália.

Kubica ainda ficará internado no hospital, em observação, por cinco a sete dias, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e neste período o risco de complicações vasculares é considerável. O piloto sofreu múltiplos traumatismos nas pernas, mãos e braços.

Nas primeiras horas logo depois do acidente, circularam informações de que o piloto polonês poderia até ter uma das mãos amputada, mas rapidamente os médicos do hospital vieram a público e descartaram essa possibilidade. A posição se mantém até agora: pelo menos neste momento, a amputação não vem sendo cogitada pela equipe médica.

“O risco maior é de, nos próximos cinco a sete dias, haver problemas vasculares. Nesse caso, teríamos que operar novamente", disse no domingo, pouco depois da cirurgia, o professor Igor Rossello, especialista em casos desse tipo, acompanhado por Riccardo Ceccarelli, médico da Lotus Renault.

Nos bastidores, há duas correntes na bolsa de apostas. Especulações dão conta de que Bruno Senna é o favorito a assumir o posto de titular no lugar de Kubica, mas nesta segunda-feira a emissora espanhola TV3, da Catalunha, noticiou o possível interesse do time em nomes mais experientes como o finlandês Kimi Raikkonen, campeão mundial em 2007, o alemão Nick Heidfeld e o espanhol Pedro de la Rosa.

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