Eleição antidemocrática deixa Leonel como "dono" do GuaraniBeto Zini não será candidato e Leonel tem a chance de se perpetuarCampinas, SP, 20 (AFI) – O Guarani, agora, tem um dono. Ele se chama Leonel Martins de Oliveira. O atual presidente vai, com certeza, se perpetuar no poder depois de fechar o clube para pouco mais de 500 associados com direito a voto. Tanto que para o pleito presidencial marcado para março, Leonel não terá o nome mais forte da oposição, o ex-presidente Luiz Roberto Zini, o Beto Zini.
A confirmação de que Beto Zini não disputará as eleições foi dada por ele mesmo, nesta quinta-feira à noite, ao microfone da Rádio Bandeirantes de Campinas. Bastante emocionando ele fez um verdadeiro desabafo, reafirmou as juras de amor ao clube de coração e prometeu sempre estar à disposição do Guarani “quando isso for necessário”.
“A eleição do Leonel v favas contadas”, afirmou, categoricamente, Beto Zini. Ele alertou sobre a forma antidemocrática das eleições, com a participação de um grupo reduzido de sócios, numa armação aprovada pelo presidente do Conselho Deliberativo, José Carlos Sicoli.
“Não há quem supere o Leonel neste sistema de votação. São todos nomes deles. Não é possível sequer a formação de uma outra chapa, porque não há o número mínimo de associados (200). Infelizmente é um fato muito triste vermos uma verdadeira ditadura em pleno século XXI”.
Amor ao Guarani
Zini aproveitou o momento para recordar a tradição de sua família junto ao Guarani, desde a década de 50, com seu pai, seus tios e primos. E também lembrar sobre a sua administração como presidente, entre 1988 e 1999, quando passou o cargo para o então vice-presidente José
Luiz Lorencetti.
“Sempre montei times, com craques. E na época eu recebia pouco mais de R$ 50 mil da televisão, porque nem havia a receita da televisão gerada pelo Clube dos 13”.
Não só montou grandes elencos, como também revelou muitos craques, como Luizão, Amoroso, Elano, Renatinho, Edu Dracena.
"Fui até onde foi possivel por causa do meu problema de saúde e da falta de dinheiro que estávamos enfrentando na época. Fui traído quando deixei o Guarani. Eu amo esse clube e fiz tudo o que podia para mantê-lo. Mas problemas politicos me tiraram do clube, tanto é que não piso no Guarani há 12 anos", completou.
“Coloquei o Guarani na frente de tudo, até mesmo de minha família e de meus negócios. Por isso paguei um alto preço na minha vida particular. Graças a Deus tenho uma vida estável e sou muito feliz com minha família, esposa, filhos e netos”.
Leonel sem perspectiva
Eterno chorão das contas a pagar, Leonel Martins só fez nos últimos cinco anos reclamar da falta de dinheiro. Mas fez muito pouco para recuperar o clube, tanto na parte financeira como administrativa, e também não apresentou nenhuma solução ou nenhum plano diretor para retomar a força do clube dentro do cenário nacional.
Como sempre mostrou muita incompetência ao mexer com o futebol e demosntrou uma disposição muito grande para vender o Estádio Brinco de Ouro. Segundo ele, esta seria a única solução para a dívida do clube, que seria em torno de R$ 100 milhões. Bem menos se forem consideradas as dívidas trablhistas e que são negociadas na abse de 30% do valor.
Recentemente divulgou uma nota oficial garantindo não receber salários do Clube dos 13. Não informou, porém, a ajuda de custo que a entidade ofereceria a todos os presidentes integrantes do Clube dos 13, entre eles o Guarani. O valor especulado seria em torno de R$ 36 mil - para alimentação, transporte etc. Pelo menos é o que se comentava no "mundo do futebol".
Oposição enfraquecida
Sem Beto Zini na frente de batalha, um grupo de associados ainda tenta fazer frente ao “todo poderoso” Leonel Martins de Oliveira. Nesta sexta-feira às 15 horas será lançado um projeto de modernização do clube, com a apresentação de Horley Senna como candidato à presidência.
O evento vai acontecer no Hotel Vitória, Sala Paraty, na Avenida Norte-Sul, sendo restrito a poucos convidados, entre os próprios elementos da chapa, alguns conselheiros e à Imprensa de Campinas.
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