quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Descontraído, Caldeira pede para Marílson 'quebrar' africanos

Ao lado dos compatriotas Marílson Gomes dos Santos e Damião Ancelmo de Souza, o brasileiro Franck Caldeira demonstrou bom humor na entrevista oficial da Corrida Internacional de São Silvestre e arrancou risos da plateia em vários momentos nesta quinta-feira, principalmente quando pediu a colaboracao do bicampeão da Maratona de Nova York.

"Esse é um ano em que realmente o Brasil tem chance de vencer a prova. Eu torço para que o Marílson quebre uns três ou quatro quenianos para sobrar menos para mim", disse Caldeira, citando a gíria usada no atletismo para se referir aos atletas que forçam o ritmo no momento errado e saem da disputa.

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Marílson, por sua vez, descarta um eventual jogo de equipe. "A corrida é um esporte individual, embora achem que os quenianos corram em equipe. Isso não existe. Se voce está se sentindo bem, vai estar no grupo (da frente). Cada um faz sua estratégia no dia da corrida e tenta se dar melhor", afirmou.

Caldeira voltou a arrancar risos quando questionado sobre as condições climáticas para a prova desta sexta-feira. "Parece que vai nevar. Já trouxe luva e gorro. Eu ganhei na chuva e espero que chova. Meus pneus slick estão prontos", brincou o atleta, confundindo os compostos adequados para piso molhado na Fórmula 1.

Além de fazer piadas, o atleta do Cruzeiro também falou sério. Caldeira admitiu que teve uma temporada abaixo do esperado, prejudicada pela morte da mãe, e não conseguiu fazer uma preparação adequada para tentar o bicampeonato da São Silvestre.

"O ano de 2010 não foi muito positivo. Minha mãe foi a pessoa que mais me incentivou e fiquei frustrado com o falecimento dela. Eu reverti um pouco na Meia Maratona do Rio de Janeiro, mas faltou motivação. Na Pampulha, eu estava na briga e faltou velocidade", analisou.

Em 2006, Franck Caldeira foi o último brasileiro a vencer a São Silvestre com a expressiva marca de 44min06s. Em comparação com o ano em que triunfou, o corredor de 27 anos reconhece que está abaixo e fala em uma vitória brasileira, independente do herói.

"Eu vou correr com o coração, com o brilho da prova. Sou um atleta que tem um perfil parecido com o da prova e quero fazer uma corrida inteligente", afirmou. "Sem desmerecer os africanos, porque nós gostamos quando eles vêm, é importante que a vitória fique no Brasil", disse Caldeira, que já reclamou da vinda dos estrangeiros anteriormente.

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