Apesar de domínio, Marílson nega facilidade: 'Foi uma prova dura'
Enquanto Marílson Gomes dos Santos cruzava a linha de chegada da São Silvestre 2010, o segundo colocado Barnabas Kiplagat Kosgei acabava de entrar na Avenida Paulista, cerca de 300 metros antes. Ainda assim, ele nega que a disputa desta sexta-feira tenha sido tranquila.
"Foi uma prova difícil, dura, de superação", comentou o brasileiro, que foi o sétimo colocado na última maratona de Nova York, no começo de novembro, e por isso só confirmou sua volta à prova após quatro edições no começo deste mês. "Tentei o tempo todo fazer com o ritmo não fosse fraco. Não estava tão fácil, tive dificuldades devido a minha fase de treinamento", emendou o brasiliense, que não fez nenhuma preparação específica.
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De acordo com o fundista, um erro cometido na metade da prova poderia ter lhe custado o bom resultado nas ruas de São Paulo. "Saí muito cedo do pelotão de elite e paguei isso no final. A subida da Brigadeiro maltrata muito e, se você não chegar com perna, pode pagar com colocações. Já tinha até esquecido como ela é", brincou.
A umidade, de acordo com ele, também pode ter influenciado. "Na minha opinião, essa umidade atrapalhou. Os atletas de fora devem ter sentido muito isso, como eu senti. Não sei o que houve para cair o recorde na prova feminina, mas para os homens foi uma disputa bem atípica", destacou.
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