quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pacquiao e o que significa ser ídolo nos dias de hoje

Sua história já é conhecida. Tempos atrás, foi, inclusive, contada nas páginas de nossa revista (Clique AQUI para ler a íntegra da matéria). Mas, bem, ela não cansa de ser repetida por aí. Dia desses, Manny Pacquiao jogou mais um adversário na lona. Dessa vez, o mexicano Antonio Margarito, de polêmica recente envolvendo piada com o técnico do filipino e sua doença.

Pacquiao ouviu a tudo. Nada fez. Preferiu se resguardar para a luta, dar a sua resposta por lá, em cima do ringue. Com os campeões, é assim, analisam. A despeito de algumas palavras sobre seus treinos, Pac-Man venceu. Venceu bem. Sem dar chance a Margarito, que sairia dali direto para alguns dias no hospital. Não por falta de aviso, de consideração. Durante o combate, Pacquiao tratou de consultar o juiz sobre a gravidade dos ferimentos do adversário.

Mais uma vez, o atleta provou ser um grande vencedor. Daqueles que já têm lá, o seu espaço garantido na história. São oito títulos mundiais por categorias diferentes. Um recorde. Digno de alguém que já é maior que o seu esporte – para alguns, maior até mesmo que o seu país. Mas que não esquece jamais de levá-lo para onde vai, inclusive, como representante seu que é.

Eleito para o Senado filipino no último pleito, Pacquiao é uma lenda por aqueles cantos da Ásia. Algo como Pelé para o Brasil, Maradona para a Argentina. Para muitos, aliás, uma referência sobre aquilo que se compreende por ídolo do esporte hoje. Um exemplo que poderia ser copiado por alguns de seus colegas, dentre eles, Tiger Woods, de aniversário de um ano do escândalo que agitou a sua vida pessoal e nos campos de golfe.

O americano tenta retomar a sua carreira. Ex-número 1 do mundo, se diz muito bem, recuperado da polêmica. Andou dando entrevista por aí – para a ESPN americana, também –, reativou o seu perfil no Twitter.

Ainda assim, parece-lhe faltar algo. Algo que poderia ser encontrado em Pacquiao. É a opinião de Jason Gay, colunista do “The Wall Street Journal” e de texto brilhante sobre esses dois personagens. Vale a leitura.

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