Com pouco público, organização apela a hotéis para encher o Brasil Open
Os dois primeiros dias do Brasil Open de tênis, disputado pela 11a vez na Costa do Sauípe, foram um fracasso de público. Em todos os jogos, as arquibancadas estavam praticamente vazias. A expectativa é que a situação melhore um pouco a partir desta quarta-feira com a estreia de Thomaz Bellucci, tenista número 1 do país.
Para tentar mudar a situação, a organização do torneio apelou aos hotéis da Costa do Sauípe. Quarta e quinta-feira, quando serão disputadas, respectivamente, as oitavas e as quartas-de-final, todos os hóspedes terão acesso livre às quadras. Basta apresentar a pulseira de identificação para entrar na arena.
O problema não é novidade no Brasil Open. Nos últimos anos, os relatórios da ATP, que exige um público mínimo a cada torneio, apontam que os números apresentados nas últimas edições têm ficado abaixo daquilo que a entidade considera ideal. Por causa disso, é estudada a possibilidade de mudar o local do torneio para um grande centro.
O apelo aos hóspedes é uma tentativa de minimizar o problema. Para sexta e sábado, quando acontecem semifinais e finais, o acesso não será mais permitido porque são esperados para estes dias os convidados dos patrocinadores, que devem encher a arena.
A dificuldade de acesso é o maior problema para o sucesso do Brasil Open. Público de tênis no país. Um exemplo disso é o Aberto de São Paulo, que, apesar do nível técnico muito inferior, está sempre cheio. Na Costa do Sauípe, só é cômodo ir aos jogos para quem está hospedado no local. Para quem vem de fora, é complicado. Apesar de estar a apenas 80km de Salvador, pouca gente se entusiasma a vencer a distância para ver tênis. Por causa do trânsito, o trajeto costuma levar de uma hora e meia a duas horas.
Para encarar o difícil acesso, só mesmo com a presença de um grande ídolo. Na época de Guga, por exemplo, a Costa do Sauípe vivia lotada nos dias do Brasil Open.
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