A3: XV de Jaú comemora 96 anos de existênciaO trabalho do atual presidente foi elogiado por todos e uniu as forças em prol do clube.Jaú, SP, 15 (AFI) - O XV de Jaú completa 86 anos neste 15 de novembro de 2010. O clube está prestes a realizar mais um processo eleitoral para a diretoria executiva - será no dia 20 de novembro, próximo sábado. Uma só chapa está inscrita, tendo à frente José Construtor, que concorre à reeleição. O trabalho do atual presidente foi elogiado por todos e uniu as forças em prol do clube.
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Como tudo começou...
É certo, porém, que o XV nasceu das cinzas do E.C. Sírio, que seria declarado extinto em uma noite qualquer do mês de outubro de 1924, em que alguns membros da diretoria e da equipe gastavam, bebendo cerveja, no BAR SÃO PEDRO, de Abud Nassar, no centro da cidade, o muito pouco, ou quase nada que havia no “caixa” da agremiação, valor insuficiente para comprar uma bola.
A dissolução do E.C. Sírio, colocada em discussão, já era tido como certa, até que Hermínio Cappabianca, que tinha vindo de São Paulo para dirigir o time, pediu a palavra e sugeriu que a nova agremiação tivesse o nome de ESPORTE CLUBE XV DE NOVEMBRO DE JAÚ, que suas cores oficiais fossem o verde e o amarelo presentes no Pavilhão Nacional e que o time fosse formado por jogadores locais, remanescentes da melhor formação do Sírio.
Os presentes acataram a sugestão e assim, decretada a “morte” do Sírio e o surgimento de uma nova esquadra de futebol para ocupar o seu espaço, o XV entrou em campo, pela primeira vez, no dia 16 de novembro de 1924, para realizar o seu primeiro amistoso e creditar o primeiro resultado positivo da sua história, ao bater a equipe do Rio Claro, por três a zero, em jogo disputado no campo da rua sete de setembro.
“O XV tinha um time de respeito”. A frase é de Anthero Bueno Filho, o Tiry, eleito o melhor centro-médio do futebol brasileiro da sua geração.
Na sua modéstia e simplicidade, não aceitava o rótulo de melhor jogador do XV e tecia elogios aos demais companheiros, como “Gostoso”, Domício, Pascoalzinho, com destaque para Renato Góes, que não só ele, como todos esportistas daquele tempo consideravam gênio e que teria feito uma brilhante carreira, não fosse a grave moléstia que lhe tirou a vida no vigor da juventude e plenitude da forma técnica.
Nossos encontros com Tiry, já sentindo nas costas o peso dos anos bem vividos, nos faziam viajar no tempo e aprender grandes lições de vida.
Quando lamentávamos a situação financeira do XV, ele abria o “baú de lembranças” para dizer que o “caixa” mais vazio que cheio, sempre foi o “calcanhar de Aquiles” do clube, “numa época em que jogávamos por prazer, sem pensar em enriquecimento através do futebol. Era puro amor à camisa” – afirmou muitas vezes.
Sobre como o XV conseguia sobreviver, dizia que os diretores corriam listas entre simpatizantes, que os jogadores também contribuíam e finalmente que Arthur Simões era o “homem forte” das finanças, repondo as perdas do caixa do clube.
“Pagávamos pra jogar. Não ganhávamos nada além de alguma bebida gelada pra refrescar a “goela”, mas, beber de graça a gente só podia se ganhasse o jogo”“.
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