terça-feira, 8 de março de 2011

Após interrupção de projeto em Barueri, Bassul quer comandar time masculino

Antecessor do espanhol Carlos Colinas na seleção brasileira, Paulo Bassul passou a coordenar um projeto ligado ao basquete feminino em Barueri no ano passado. Após a interrupção do programa por motivos políticos, o ex-técnico do time nacional feminino quer treinar uma equipe masculina.

"Acho importante o técnico estar sempre buscando coisas novas, que o deixem 100% motivado e envolvido com um projeto. A chance de trabalhar no masculino me deixaria assim agora. É um momento em que estou querendo investir em coisas diferentes para dar uma guinada", disse Bassul.

No basquete feminino, o técnico construiu uma trajetória marcada por três títulos nacionais (2003, 2006 e 2007) e três paulistas (2001, 2003 e 2007). Como assistente na seleção, participou das Olimpíadas de Sidney-2000 e Atenas-2004. No comando do time principal, ficou em penúltimo nos Jogos de Pequim-2008 e se despediu com o título da Copa América-2010.

Aos 43 anos, Bassul quer iniciar sua trajetória entre os homens. "Nos bate-papos com as pessoas do basquete, sempre me perguntavam: 'por que você não aproveita esse momento para dar uma guinada?'. Então, resolvi abrir as portas para o masculino", explicou.

Ele chegou a receber algumas sondagens de equipes femininas recentemente, mas as negociações não evoluíram. Apesar de manifestar o desejo de comandar um time masculino, o técnico não descarta a possibilidade de voltar a trabalhar com as mulheres.

Enquanto não acerta com algum time, ele se prepara. "Tenho visto muitos jogos do NBB. Estou acompanhando tudo para estar bem inteirado do ritmo do masculino, dos jogadores, do nível dos clubes, de tudo. Quero conseguir aproveitar a primeira chance que aparecer", explicou.

No basquete masculino, Paulo Bassul não reencontrará a ala Iziane. A jogadora se recusou a entrar em quadra durante uma partida no Pré-Olímpico de Madrid-2008 e, desde o desentendimento, se recusou a defender a seleção brasileira sob o comando de seu desafeto.

Nomeada por Carlos Nunes, presidente da CBB, para cuidar do basquete feminino, Hortência reconduziu Iziane à seleção e colocou no lugar de Bassul o espanhol Carlos Colinas, que fracassou no Mundial da República Tcheca-2010 e já foi substituído por Ênio Vecchi.

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