quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Prontas para a festa

Na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, o rúgbi estará de volta aos Jogos na sua versão reduzida, o seven-a-side, conhecido também somente por seven. Não é a variante tradicional, com 15 atletas, comum nas transmissões da ESPN. É uma forma diferente, um jogo mais rápido, mais disputado e que, segundo o COI, ajudará a popularizar o esporte pelo mundo. E o que pode interessar ainda mais para o Brasil: é onde a seleção feminina tem evoluído com destaque e domina o cenário sul-americano há cinco anos – jamais perdeu um jogo para adversárias continentais.

Neste mês, mais um passo rumo ao crescimento. Em Dubai acontece a primeira etapa do Campeonato Mundial. Pela frente, seleções desconhecidas, como a do Cazaquistão. No horizonte, as etapas seguintes da competição no ano que vem e a Olimpíada de Londres em 2012, em caráter de exibição. Para tanto, nada mais justo que uma tarde relaxante antes do embarque e das pancadas que aguardam Mariana Ramalho, Juliana Esteves e Paula Ishibashi, três das jogadoras da Seleção. “Eu costumo cuidar mais do meu cabelo. Nós ficamos muito tempo expostas ao sol, tem muita lama também. Mas só, não faço nada especial. Unha, por exemplo, não dá pra deixar comprida, pode machucar”, conta a pequena Paula, quatro vezes eleita a melhor jogadora das Américas e a responsável por fazer tranças no cabelo das companheiras. Uma alternativa para evitar os indesejáveis puxões. “As inglesas são más. São praticamente uns homens.”

Há pouco mais de um ano praticando rúgbi, a pilar Juliana é exemplo do clima que se deve ter para adentrar neste tipo de modalidade. “Adoro um ‘roxinho’, uma cicatriz. É sinal de que a gente está saudável, treinando e jogando bastante.” Uma das mais fortes do elenco, Juliana atua pelo Bandeirantes Rugby Club, de São Paulo, e trabalha dez horas por dia enquanto mantém vivo o sonho da profissionalização no esporte.

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