Retrospectiva: último ano de 'seca' do trio de ferro teve tsunamis, reeleição de
de Bush, morte em campo e Olimpíada
No último ano em que Corinthians, São Paulo e Palmeiras fecharam uma temporada sem conquistar nenhum título importante, o futebol brasileiro chorou uma morte trágica de um atleta dentro de campo. O zagueiro Serginho, do São Caetano, faleceu em pleno gramado do Estádio do Morumbi no dia 27 de outubro de 2004, em uma partida contra o São Paulo, após um lance em que caiu sozinho na grande área aos 14 minutos do segundo tempo.
Aos 30 anos, o jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória e, transferido ao Hospital São Luiz, não resistiu. A questão da saúde dos atletas de alto rendimento no esporte virou tema central no noticiário esportivo do país, principalmente depois da descoberta de que exames no início do ano já haviam detectado problemas cardíacos do jogador.
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No futebol nacional, Corinthians, São Paulo e Palmeiras não foram páreo no Campeonato Paulista para o São Caetano, então comandado por Muricy Ramalho, que foi campeão estadual após superar o Paulista de Jundiaí na decisão. Naquela edição do torneio, aliás, os corintianos sofreram até o último jogo na luta para fugir do rebaixamento à segunda divisão estadual - só escaparam graças a uma vitória do São Paulo sobre o Juventus na última rodada, que rebaixou a equipe da Mooca e livrou o Corinthians do descenso.
Em nível nacional, o Santos voltou a brilhar ao vencer a acirrada disputa com o Atlético-PR pelo título do Campeonato Brasileiro. Comandado por Vanderlei Luxemburgo, o time da Vila Belmiro assegurou a taça apenas dois anos depois de a equipe de Diego e Robinho ter encantado os torcedores brasileiros na reta final da competição e ficado com o troféu. Assim como em 2010, ao trio de ferro da capital paulista, só restou aplaudir o alvinegro praiano.
Na Copa do Brasil, uma surpresa: o Santo André calou o Maracanã lotado e derrotou o Flamengo na final, ficando com o título inédito. E, na Libertadores, o campeão foi o também não muito cotado Once Caldas, da Colômbia, que derrotou o poderoso Boca Juniors na final após despachar o São Paulo na semi. No Mundial de Clubes, no fim do ano, os colombianos não resistiram ao Porto, de Portugal, dirigido por José Mourinho e que havia conquistado o título da Uefa Champions League. Os portugueses foram campeões mundiais nos pênaltis.
Olimpíada, política e tragédia
Ainda no esporte, Atenas recebeu os Jogos Olímpicos, e a delegação brasileira terminou o evento em 16º lugar no quadro geral de medalhas. O país comemorou sua melhor participação até então em uma Olimpíada, com quatro medalhas de ouro, três de prata e três de bronze. Um dos momentos mais importantes dos Jogos envolveu o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, “atacado” por um ex-padre irlandês durante a maratona. No fim das contas, ele voltou à prova e ficou com a medalha de bronze.
Fora do mundo esportivo, um dos principais acontecimentos de 2004 foi a onda de tsunamis no sudeste da Ásia. As ondas gigantes no Oceano Índico, em dezembro, causaram a morte de mais de 100 mil pessoas em Indonésia, Índia, Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Maldivas, Bangladesh, Mianmar e Somália. Além das mortes, o saldo da tragédia teve mais de 1 milhão de desabrigados.
Na política, o grande fato de 2004 foi a reeleição do presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, um dos líderes mais contestados em todo o mundo. Vencedor do pleito em 2000, que suscitou muita polêmica, o republicano Bush derrotou o adversário democrata John Kerry, com 286 votos no Colégio Eleitoral norte-americano, ante 252 do concorrente.
Ainda em 2004, o líder palestino Yasser Arafat morreu aos 75 anos, no dia 11 de novembro, por falência múltipla dos órgãos, após 14 dias de internação em um hospital nas proximidades de Paris. E, na Espanha, atentados terroristas realizados em 11 de maio em estações de trem de Madri mudaram os rumos de uma eleição cuja vitória parecia garantida para o então primeiro-ministro José Maria Aznar. O candidato socialista José Luiz Rodrigues Zapatero, premiê do país até hoje, venceu o pleito, depois de o adversário ter acusado o grupo separatista basco ETA de ser o responsável pelos ataques. A rede terrorista árabe Al Qaeda logo assumiu a autoria dos atentados.
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