Retrospectiva: Corinthians afunda na Libertadores, perde Mano e fecha centenário 'na seca'
O mais pressionado entre os representantes do chamado “trio de ferro” do futebol paulista antes do início da temporada provavelmente foi o Corinthians, que comemorou 100 anos de fundação em 2010. O clube apostou em jogadores experientes como o veterano e multicampeão Roberto Carlos, repatriado do Fenerbahçe (Turquia), além de Danilo, Tcheco e Iarley. De todos eles, apenas o pentacampeão mundial de 2002 vingou.
O primeiro aperitivo do ano do centenário foi o Campeonato Paulista, em que o Corinthians defendia o título de 2009. Mas, ao final dos 19 jogos da primeira fase, a equipe então comandada pelo técnico Mano Menezes terminou na modesta quinta colocação, atrás de Santos, Santo André, Grêmio Prudente e São Paulo. E fora das semifinais.
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Mas a prioridade número um no Parque São Jorge era mesmo a Libertadores, verdadeira obsessão da segunda maior torcida do país. E o desempenho alvinegro na fase inicial do torneio foi irrepreensível: em seis partidas disputadas no grupo 1, o Corinthians somou 16 de 18 pontos possíveis, com cinco vitórias e um empate, e chegou às oitavas de final apontado como favorito diante do Flamengo, então detentor do último título brasileiro.
Do banco, técnico Mano Menezes viu o Corinthians ser eliminado da Libertadores; mais tarde, seleção
Crédito da imagem: Reuters
O velho trauma corintiano em Libertadores, no entanto, logo voltou a se manifestar. Os comandados de Mano Menezes perderam por 1 a 0 debaixo de forte chuva no Maracanã e, no jogo de volta, no Pacaembu, a vitória por 2 a 1 não foi suficiente para dar a vaga nas quartas de final ao time paulista. A partir de então, o filme de outras temporadas se repetiu: apesar de não manifestar tanta revolta quanto em anos anteriores, a torcida alvinegra cobrou o grupo, a diretoria e até ídolos como Ronaldo, que foi o símbolo das dificuldades do Corinthians em 2010. Jogou muito pouco, prejudicado por uma série de lesões e pela má condição física.
O que restou como consolo no ano do centenário foi o Brasileirão, mas a saída do técnico Mano Menezes, que assumiu o comando da seleção brasileira, foi determinante para o fracasso corintiano. No final de julho, o treinador deixou o clube e o entregou ao sucessor, Adilson Batista, na liderança da competição nacional. Em outubro, o ex-treinador do Cruzeiro não resistiu à pressão pelos maus resultados e deixou o cargo, com o time em terceiro lugar na tabela. Ao todo, foram 17 jogos, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas.
A chegada do novo treinador, Tite, deu novo ânimo a um elenco que parecia já ter abdicado da conquista do título brasileiro. Mas, mesmo com 75% de aproveitamento (cinco vitórias e três empates), o treinador não conseguiu levar a equipe à conquista nacional em sua segunda passagem pelo clube. Com 68 pontos na classificação, o Corinthians terminou em terceiro lugar no Brasileiro e fechou o ano do centenário na “seca” de troféus, contentando-se com a vaga na Pré-Libertadores de 2011.
“Os outros times da capital não fizeram nem metade do que nós fizemos”, tentou justificar o corintiano Ronaldo em entrevista recente, do início de dezembro, ao fazer um balanço de 2010. De fato, entre os três clubes, o Corinthians foi o que mais se aproximou de uma conquista. Mas passou longe de celebrar um bom ano. E o sinal de alerta está ligado também no Parque São Jorge.
CORINTHIANS EM 2010
Campeonato Paulista
5º colocado, fora das semifinais
Copa Libertadores da América
Eliminado nas oitavas de final pelo Flamengo
Campeonato Brasileiro
3º colocado, classificado à Pré-Libertadores
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