quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


Retrospectiva: Estrangeiros falham na tentativa de reerguer o basquete brasileiro

Para os Mundiais de 2010, as seleções feminina e masculina de basquete do Brasil apostaram em estratégias semelhantes. Treinadores estrangeiros foram contratados para comandar as equipes.

O argentino Rubén Magnano chegou em janeiro para comandar o time masculino. O técnico trouxe consigo um respeitável passado profissional, com destaque para a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, comandando a seleção da Argentina.

Leia Mais

Retrospectiva: Após anos de destaque na Europa, Tiago Splitter chega à NBA
VÍDEO: Retrospectiva: Com técnicos estrangeiros, seleções fracassam e mantém basquete brasileiro em baixa

No principal desafio à frente do Brasil, Magnano fracassou. Com uma campanha de três vitórias e três derrotas no Mundial disputado na Turquia, a equipe brasileira acabou eliminada nas oitavas de final da competição. Quis o destino que o algoz fosse justamente o time da Argentina, um adversário bastante conhecido dos brasileiros e, claro, do seu comandante.

Passada a decepção com a campanha no Mundial, Rubén Magnano já começa a traçar os planos para o futuro. A principal meta recai agora nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. O Brasil buscará uma classificação que não vem desde a Olimpíada de Atlanta, em 1996.

Espanhol naufraga com o Brasil

A seleção feminina de basquete também contou com um treinador oriundo do exterior para comandar a equipe em 2010. O espanhol Carlos Colinas chegou para substituir Paulo Bassul. Este último deixou o cargo depois de divergências com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete), que começaram ainda em 2009, quando ele entrou em atrito com a jogadora Iziane, um dos principais destaques do time nacional.

Carlos Colinas tinha como principal objetivo levar o Brasil a um lugar digno no Mundial da República Tcheca. Antes da competição, o treinador conquistou o Campeonato Sul-Americano de forma invicta, com vitórias tranquilas sobre Uruguai, Colômbia, Venezuela, Paraguai e Argentina. O torneio, além de garantir o Brasil no Pré-Olímpico das Américas para os jogos de Londres e nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, praticamente encerrou a preparação da equipe para o campeonato mundial.

Na República Tcheca, entretanto, a seleção frustrou todas as expectativas. Na primeira fase, conseguiu apenas uma vitória, sobre a fraca equipe de Mali. Somente mais um triunfo foi alcançado na segunda fase do torneio, em duelo contra o Japão, o que representou uma eliminação precoce. O nono lugar no Mundial foi pouco comemorado.

Porém, diferentemente de Magnano, Carlos Colinas não dará sequência ao seu trabalho à frente da seleção. A CBB anunciou a saída do espanhol no dia 17 de dezembro, alegando que o treinador não estava conseguindo dar total atenção ao time nacional. Colinas, inclusive, teria se recusado a morar no Brasil por causa de sua família.

A entidade, todavia, agiu rápido. Nesta semana, a confederação oficializou a contratação do técnico Ênio Angelo Vecchi. Com contrato com a seleção até 2012, Vecchi será o responsável por comandar a equipe no Pré-Olímpico e nos Jogos Pan-Americanos de 2011.

Nenhum comentário:

Postar um comentário