Diretor do Guarani chama Leonel de medíocre e vice de maquiavélicoBriga entre dirigentes prova que time foi derrubado por incompetênciaCampinas, SP, 29 (AFI) – Com o Guarani rebaixado, de novo, para a Série B do Campeonato Brasileiro aparecem as rusgas e desentendimentos entre seus dirigentes que, com certeza, interferiram diretamente na fraca campanha do time dentro do Brasileirão.
O caso que explodiu nesta segunda-feira foi a declaração de um dos dirigentes, Álvaro Negrão, chamando de medíocre e desrespeitoso o presidente Leonel Martins de Oliveira (na foto - primeiro à esquerda). E taxando o seu vice-presidente de finanças, Jurandir Assis, de ser uma pessoa maquiavélica (maldosa) e inescrupulosa, além de atuar de forma ilícita como agiota.
A briga, ou lavagem de roupa suja, aconteceu através de troca de e-mails, no dia 26 de novembro, portanto, dois dias antes da fatídica queda do Guarani para a Série B - após a derrota para o Grêmio, por 3 a 0. O caso tinha sido levantado pela Rádio Central de Campinas, na semana passada, através do apresentador e narrador Alberto César Iralah (foto), que tem uma linha editorial independente. Antes da queda, porém, ninguém se pronunciou oficialmente.
Entenda o caso
Álvaro Negrão é um dirigente do clube que, às vezes, tenta participar com alguma negociação de patrocínio ou de apoio. Mas, pelo visto, não era de confiança do presidente Leonel Martins de Oliveira e de seus pares mais diretos, como Jurandir Assis.
Negrão e alguém de nome Marcelo (não identificado) teriam acertado com a empresa CPN Engenharia uma premiação especial para os jogadores do Guarani, caso eles conseguissem livrar o time do rebaixamento. O valor citado, na época, sem ser desmentido, era de R$ 400 mil. Na verdade, agora, é confirmado de apenas R$ 100 mil.
Em troca desta promessa, a empresa poderia estampar a sua logomarca nas últimas quarto partidas do brasileirão, justamente, as mais importantes do time e para a mídia neste temporada. Foram os jogos contra o Flamengo, contra o Vitória, o Grêmio e o Fluminense, no próximo domingo, na rodada decisiva. A forma de risco gerou dúvidas, mesmo porque as chances de rebaixamento do time sempre foram bem elevadas.
Ficou evidenciado de que a empresa (CPN Engenharia) teria a intenção de se aproveitar de uma situação delicada do clube para se promover. E não houve nenhum tipo de desmentido ou esclarecimento sobre o caso para a imprensa ou opinião pública. A redação do Portal Futebol Interior, por exemplo, ligou várias vezes para a empresa dirigida por Carlos Pinto Neto e jamais obteve resposta.
Agora, com o Guarani na Série B, os fatos vem à tona, bem como uma série de desavenças entre os próprios dirigentes do clube. Acompanhe abaixo a resposta, com palavras fortes, de Álvaro Negrão, para Carlos Pinto neto, diretor da empresa CPN engenharia, que não quer mais participar de negociações ou “negociatas” com a direção do Guarani.
Por pura falta de competência, a diretoria perde o apoio de mais uma empresa que poderia ajudar o clube a sair da situação financeira ruim, gerada pela incompetência de seus próprios dirigentes, não só os anteriores, como também os atuais, como Leonel Martins de Oliveira e Jurandir Assis.
Resposta de Álvaro Negrão
Ok
Concordo em tudo o que diz.
Peço desculpas pela mediocridade e falta de respeito de nosso presidente quando cometeu este enorme equívoco, tentando usar isso para atingir outros objetivos e principalmente dando ouvidos ao vice-presidente financeiro (que seria Jurandir Assis - na foto acima em terceiro da esquerda para a direita) que é uma pessoa maquiavélica e inescrupulosa, que acha que é o dono do Guarani e esta querendo ficar sozinho no comando para poder usar o Guarani, pois como sabemos é agiota e nunca teve uma atividade lícita na vida, infelizmente nosso Presidente pende para o seu (não entendemos o porque) lado muitas vezes prejudicando os verdadeiros interesses do nosso querido Guarani.
Posso dizer que me sinto envergonhado de participar de uma diretoria com esse tipo de indivíduo e também posso afirmar que outros vices e diretores se sentem exatamente como eu.
Você pode contar comigo para qualquer esclarecimento junto a opinião pública, pois além de te conhecer sei da sua índole e intenção, e nosso Presidente estava a par de tudo que foi feito, pois como sabe ele é centralizador e não fazemos nada sem o seu consentimento.
Já pedi para tirarem todos os silks do amador e profissional conforme me pediu no telefone e espero que o Leonel que copio nesta resposta te respeite e assuma a enorme falha que cometeu.
Obrigado e mais uma vez peço desculpas pelo transtorno e problemas que causamos devido a falta de liderança em equipe de nosso presidente e vice financeiro.
Álvaro Negrão
IPhone Alvaro Negrão
Em 26/11/2010, às 18:01, "Carlos Pinto Neto" - escreveu:
Prezados Álvaro e Marcelo,
Gostaria de reiterar meu desejo de não ver estampado o nome de minha Empresa nas camisas do Guarani Futebol Clube, tanto do time juniores quanto do profissional; fica mantido o pagamento feito, bem como a premiação para os profissionais (R$100.000,00) em caso de permanência na primeira divisão, tudo conforme me foi oferecido, combinado e acertado com vocês.
Minha Empresa jamais se utilizou de propaganda para viabilizar a comercialização de seus produtos, e se o fiz com o Guarani foi para atender a um pedido de vocês, e também por entender a situação crítica que o clube que sempre torci se encontra.
Jamais esperava que pudesse me expor de uma maneira tão desastrada, ridícula e prejudicial à minha imagem e de minha Empresa; decepcionei-me também a maneira como esta situação foi conduzida pelo clube perante à Imprensa; não ganhei nada de presente, apenas aceitei a condição que me foi imposta, onde deveria pagar em caso de sucesso (permanência na primeira divisão), portanto foi um contrato de risco.
Sempre colaborei quando solicitado, vocês bem sabem disso, e jamais poderia imaginar que um dia, pudesse ser visto como alguém que estivesse tirando vantagens do Guarani, entendo que um total esclarecimento junto à opinião pública e a Imprensa se fazem necessários.
Atenciosamente.
Carlos Pinto Neto
(Diretor da CPN Engenharia)
Nenhum comentário:
Postar um comentário