Colombiano Molina está ansioso para jogo com a Inter de Milão
Mauricio Molina, que ajudou o sul-coreano Seongnam a chegar à semifinal do Mundial de Clubes contra a Inter de Milão, é o primeiro colombiano a brilhar no futebol asiático.
"Mao" Molina, que ajudou a Colômbia a vencer a Copa América pela primeira vez em sua terra natal em 2001, aos 21 anos, acabou na Coreia do Sul após passar por nove clubes em quatro continentes.
"Este é o ponto máximo de minha carreira, estar no Mundial de Clubes da Fifa", disse à Reuters o meia-atacante, segundo maior artilheiro da Liga dos Campeões da Ásia este ano.
"Eu fui campeão com o meu país na Copa América, mas esta é uma Copa do Mundo e seria incrível vencer", afirmou ele após o Seongnam vencer os anfitriões Al-Wahda por 4 x 1 para chegar ao embate com os campeões europeus.
Molina marcou o primeiro gol aos quatro minutos, e suas habilidades com a bola parada, primeiro com um escanteio e depois numa falta, resultaram em mais dois no Estádio Zayed Sports City, no sábado.
O Seongnam retorna ao mesmo local na quarta-feira para enfrentar a Inter, que Molina definiu como "uma das melhores equipes do mundo, mas temos de acreditar que será possível surpreendê-los".
NOVA ETAPA
Ganhar o título continental na Ásia foi um passo além do que Molina conseguiu em 2003 pelo colombiano Independiente Medellín, que foi semifinalista da Copa Libertadores.
Molina, que jogou pelo Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, em 2004, disse ter se adaptado bem à Coreia do Sul e estar jogando com mais prazer que há algum tempo. Ele tem uma média de quase um gol a cada dois jogos pelo Seongnam no campeonato coreano.
"Estou muito feliz lá, minha família está confortável, eu gosto da cultura e espero ficar um bom tempo", disse Molina, que também jogou em clubes da Argentina, Brasil, Paraguai, México e Sérvia.
Ele ficou fora das convocações da Colômbia por alguns anos, mas espera receber uma chamada do treinador Hernan Gomez que está preparando o time para a Copa América na Argentina em julho.
"Não fui convocado para a seleção durante algum tempo, eu não sei como está a montagem agora, mas, obviamente, você não perde as esperanças", disse ele. "Eu me sinto bem na Ásia, cheguei à maturidade e chegar ao Mundial de Clubes é uma forma de mostrar o que ainda posso fazer."
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