Mancando, Timbilili é homenageada e fala em tentar o tri
Um grupo de 10 corredores que disputou a Corrida Internacional de São Silvestre foi homenageado pelo Centro Cultural Africano (CCA) na tarde deste sábado. Mancando, a campeã Alice Timbilili, do Quênia, ganhou aplausos, tirou fotos e manifestou o desejo de tentar o tricampeonato.
O grupo de quenianos, etíopes e tanzanianos chegou numa van dirigida por Moacir Marconi, mais conhecido como Coquinho, técnico e empresário dos atletas. Todos foram recebidos pelos irmãos nigerianos Otunba Adekunle Aderonmu, presidente do CCA, e Lanre Aderonmu, vice-presidente.
Os primeiros dois andares da sede da entidade, inaugurada em novembro de 2009, abrigam uma série de artefatos de diferentes países da África, especialmente máscaras. De forma descontraída, os atletas observaram o acervo e ouviram algumas palavras dos diretores do CCA. Alguns batucaram nos tambores expostos.
Antes do almoço, todos os atletas ganharam lembranças do CCA. Alice Timbilili, campeã e recordista da prova, foi a primeira homenageada. Sob aplausos, ela acenou para os presentes e, mancando com a perna esquerda, caminhou até o púlpito de onde os irmãos conduziram o evento.
Convidada para discursar, Timbilili foi breve: "estou muito feliz e quero agradecer a todos". Após a cerimônia, ela se disse envaidecida pela homenagem. "Foi uma grande cerimônia, eu me senti como se estivesse na minha casa na África. Foi algo novo na minha vida", disse.
Com dores na perna, a atleta pretende ficar inativa até fevereiro para se recuperar. Ainda assim, já avisou que gostaria de disputar o tricampeonato da São Silvestre em 2011, pois também triunfou em 2007. "Eu gosto da organização, gosto das pessoas, gosto da comida e do percurso", afirmou.
James Kipsang, campeão das edições de 2008 e 2009 da São Silvestre, chegou em terceiro na prova disputada na última sexta-feira e visitou o CCA pela segunda vez. "Eu estava pensando até em voltar para a casa, mas gostei de ver um pouco da cultura africana aqui novamente. É algo que não há nos outros países", declarou.
Coquinho foi o único não africano homenageado pelo CCA neste sábado. Diante da esposa, do casal de filhos e dos 10 atletas africanos, ele fez um discurso emocionado. "Eles não são da minha família geneticamente, mas são meus parentes de alma e coração", disse o técnico e empresário.
Vestido com trajes típicos, Otunba Adekunle Aderonmu ficou satisfeito com a visita. "Quando os brasileiros ganham, sempre fazem grandes festas. Antes, se os africanos ganhavam eles pegavam o troféu quietinhos e voltavam para a casa. Agora, queremos que eles recebam as homenagens que merecem", disse o presidente do CCA.
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