quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MA: Ex-jogadores do Sampaio são lembrados pelo clube; Torcida apoia na dificuldadeApesar do problema, a diretoria se mostra confiante em uma breve reinauguração do estádio.
São Luis,MA, 13 (AFI)- Se por um lado o clube perdeu seus principais nomes, por outro, alguns jogadores estão na história da Bolívia Querida para sempre. É o caso de atletas como Mascote (recordista de gols numa só partida, com 13 marcados na goleada de 20 a 0 sobre o Santos Dumont em 1934), Pelezinho (artilheiro na campanha de 1972), Djalma Campos (um dos destaques em 1972); Mundiquinho e Cabecinha (ambos artilheiros em três edições do Campeonato Maranhense); e Adãozinho e Marcelo Baron (fundamentais na conquista de 1997).


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Entre os jogadores inesquecíveis, algumas figuras se destacaram no Sampaio, como o meia Bimbinha, que com seu 1,47m de altura e calçando chuteiras tamanho 35 fez história de 1977 a 1988, tendo inclusive participado do pentacampeonato estadual na década de 1980 (1984, 1985, 1986, 1987 e 1988). Mas se engana quem pensa que o baixinho chamava atenção somente pela estatura.

“Ele era um ponta-esquerda de um metro e meio e era o xodó. Certa vez, aplicou um drible passando debaixo das pernas do Zé Maria do Corinthians, e o estádio foi à loucura. Roubava a cena”, conta o vice-presidente.

Algum tempo depois foi a vez de Juca Baleia se destacar no gol do Tubarão. Motivo de ironia por parte dos adversários, o atleta pesava mais de 100kg, mas não se deixava intimidar.


“Quem me olhava não acreditava, e quando eu ia para o jogo mostrava o meu melhor. Saia muito bem do gol e estava sempre bem colocado”, comentou Juca.

Mesmo sem o Castelão, torcida apoia o time
Mas nem só de passado vive o Tricolor maranhense, que mesmo sem poder jogar em seu principal palco, o estádio Castelão (fechado para obras e sem previsão de reabertura), conta com o apoio apaixonado de sua torcida.

“ O Sampaio é um time de massa. Não ter um estádio é um problema. Se tivéssemos o Castelão... Às vezes temos que jogar longe da torcida, e isso nos prejudica”, lamenta o presidente do clube, Sérgio Frota.

“Tivemos o maior público do ano (2010) no estado no jogo entre o Sampaio e o Guarani de Sobral, quando empatamos em 1 a 1. Foi na final para classificar para as quartas da Série D. Compareceram 16.000 pessoas ao (estádio) Nhozinho Santos”, orgulha-se o vice-presidente Nilson Garcia.

O fato é que o Castelão deve reabrir com capacidade para 63 mil pessoas, enquanto o Nhozinho Santos comporta somente 16 mil. Apesar do problema, a diretoria se mostra confiante em uma breve reinauguração do estádio.

“Acreditamos que o governo vai ajudar. Nosso produto é bom, falta é divulgação. O Sampaio tem história de time grande e vitorioso. Todos aqui na região querem jogar no Sampaio”, diz Nilson.

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