quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Alexandre Kalil deve ser alvo de investigações pelo MP no Atlético-MGDirigente teria incitado o torcedor a bater em atletas que estivessem na noite Belo Horizonte, MG, 08 (AFI) - As declarações de Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, não foram bem vistas pelo Ministério Público de Minas Gerais. O mandatário do Galo chegou a "encorajar" que torcedores dessem um "cacete" nos atletas, e agora deve ser alvo de instigações.


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De acordo com o promotor José Antônio Baeta, Kalil pode ser até afastado da presidência do clube. "Ele poderá responder em duas searas. Uma, na seara criminal, tanto por incentivo à violência, que agora é uma figura típica do Estatuto do Torcedor, como também por apologia a crime", disse.

"Ele ainda poderá, na esfera cível, responder a uma ação civil pública, que pode, em seu final, desconstituí-lo do cargo, ou seja, ele pode perder o cargo de presidente do Atlético-MG na medida em que se verificar que declarações como essas estão incentivando a violência nos estádios", concluiu o promotor.

Ironizou!
As declarações de Kalil foram dadas depois que uma torcida organizada do Atlético-MG criou um "disque-denúncia", para vigiar os atletas do clube e seus hábitos noturnos. Após ouvir a notícia, Alexandre Kalil comentou. "Eles estão certos mesmo. Nesse momento eu dou meu total apoio. O Atlético-MG tem que ser respeitado. E se alguém tomar um cacete na rua, não faz mal nenhum", disse.

Após a repercussão negativa, o presidente "voltou atrás", ironizando a imprensa. "Se quiserem, mudo o que eu falei. Se o torcedor encontrar algum jogador na noite, na balada, com o time na zona de rebaixamento, pode oferecer uma dose de uísque", concluiu.

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