terça-feira, 30 de novembro de 2010

Em palestra, Felipão 'bate o pé' sobre jogadores de personalidade difícil

A personalidade forte é uma das características marcantes do consagrado Luiz Felipe Scolari na função como técnico de futebol. Em sua participação no XVII Curso Nacional para Treinadores de Futebol, o pentacampeão mundial abordou a dificuldade em lidar com o temperamento de alguns atletas.

Há quem diga que a curta passagem do treinador pelo Chelsea, da Inglaterra, foi resultado do boicote de alguns jogadores, entre eles o goleador Didier Drogba. Questionado sobre o que faria se trabalhasse com uma estrela disposta a atrapalhá-lo, Scolari não teve dúvidas.

"Se puder, mando embora. Alguns são bons de bola e ruins de personalidade", disse o técnico, aplaudido pela plateia.

Porém, Felipão não descarta totalmente apostar em jogadores considerados polêmicos. Em sua própria palestra para os futuros treinadores, o comandante alviverde confirmou que estava em contato com um atleta que "toma umas cervejinhas a mais de vez em quando".

Vários nomes foram especulados no Palestra Itália, como Jobson, do Botafogo, e até Ronaldinho Gaúcho, do Milan. Agora, surge a informação de que Felipão teria conversado com o centroavante Adriano, que ainda busca a adaptação na Roma, da Itália. De qualquer forma, o grande desafio alviverde do momento é viabilizar os recursos financeiros para as contratações.

Vida complicada - Na função de técnico, Scolari já percebeu a necessidade de usar a criatividade para ganhar a confiança dos comandados. Na passagem por clubes de Arábia Saudita e do Kuwait, o treinador evitava as atividades sem a bola.

"Eles não gostavam de fazer treinos físicos, então eu armava um circuito para eles fazerem com bola. Tinham que chutar a bola e arrancar correndo, por exemplo. Era treino físico com bola", contou, sorrindo.

Independentemente dos problemas com as diferentes personalidades dos atletas, Felipão recomendou aos aspirantes a treinadores procurarem especializações e citou a própria trajetória como exemplo. "Quando eu tinha 21, 22 anos, percorria 300 quilômetros por dia para estudar. Em Portugal, me exigiram o diploma. Eu tinha acabado de ser campeão do mundo, mas não poderia trabalhar se não tivesse estudado", lembrou.

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