quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Que coisa! Guaratinguetá dispensa Nenê e RochaOs dois jogadores não respeitaram as decisões da diretoria e comissão técnicaGuaratinguetá, SP, 22 (AFI) – O torcedor do Guaratinguetá acabou sendo surpreendido nesta terça-feira, quando ficou sabendo que o zagueiro Rocha e o meia Nenê haviam sido dispensados pela diretoria para a sequência do Campeonato Brasileiro da Série B. Os dois eram considerados ídolos por grande parte da torcida.


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No entanto, a decisão acabou sendo tomada pela diretoria, depois de alguns atos de indisciplina. O experiente jogador, que defendeu a Ponte Preta no ano passado, pediu para não viajar à Goiânia, quando o Guará iria enfrentar o Vila Nova, alegando uma contusão. Quando foi pedido para que o exame de ressonância magnética fosse realizado, ele acabou se recusando, contrariando assim os dirigentes e o Departamento Médico.

“O Nenê foi dispensado por não cumprir com a determinação da direção. Ele não quis viajar para Goiânia alegando que estava contundido, então foi solicitado um exame de ressonância magnética, mas o jogador acabou não fazendo e por isso foi afastado pelos dirigentes”, afirmou Roberto Fonseca ao Portal Futebol Interior.

Situação parecida viveu o zagueiro Rocha, considerado um dos pilares do setor defensivo nos últimos anos e o xerifão do elenco. Desde a volta da Série B, o jogador acabou perdendo espaço e não vinha ficando sequer no banco de reservas. Irritado, ele cobrou da diretoria uma vaga no time, mas não teve êxito e também teve seu contrato rescindido.

“Já o Rocha foi praticamente a mesma coisa. O atleta começou a ficar de fora até mesmo do banco de reservas e entrou em contato com a diretoria, alegando que tinha que estar jogando. Ele foi mais por deficiência técnica”, finalizou o treinador.

O jogo
Em relação a derrota para a Ponte Preta na última terça-feira, por 3 a 2, no Estádio Dario Rodrigues Leite, pela 23ª rodada da Série B, Roberto Fonseca lamentou a desatenção por parte de seus jogadores, que permitiram a virada no último lance. Além disso, ele questionou a arbitragem, que não acabou o jogo quando tinha dado 50 minutos – o gol da Macaca saiu quase aos 51.

“Tomamos a virada no final do jogo e isso não pode acontecer. O árbitro tinha dado cinco minutos de acréscimos e o gol saiu quase aos 51, mas isso não justifica, pois temos que estar atentos até o apito final. Méritos também para a Ponte Preta, que lutou até o final e conseguiu a vitória”, comentou Roberto Fonseca.

Com mais esse revés em casa, o treinador praticamente descartou que o Guará brigue pelo acesso, já que a diferença para a Ponte, primeiro dentro do G4, é de sete pontos. Fonseca declarou que a prioridade é conquistar os 45 pontos e livrar do rebaixamento para a Série C.

“Ficou ainda mais complicado. Estamos indo para a metade do segundo turno e tínhamos que estar mais próximos dos primeiros colocados para sonhar com o acesso. Nosso primeiro objetivo é chegar aos 45 pontos para escapar do rebaixamento e depois sonhar com coisas maiores”, finalizou o comandante.

Na próxima rodada, o Guará vai enfrentar o Santo André no sábado, às 21 horas, no Estádio Bruno José Daniel, pela 24ª rodada da Série B. Depois desse confronto, vai faltar apenas 14 jogos para o final da competição.

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