Gilson Kleina descarta pênaltis e aposta na defesa da Ponte contra o ataque do SantosAntes da "decisão", treinador concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Rodolfo Brito
Campinas, SP, 21 (AFI) - Gilson Kleina é mais um técnico da nova geração que busca seu espaço no futebol brasileiro. Natural de Curitiba, o treinador está na Ponte Preta desde o final da temporada passada. Aos 43 anos, ele chegou a recusar uma proposta do Fluminense no início de 2011 após a saída de Muricy Ramalho. Kleina preferiu o Projeto Ponte Preta!
Confira!
» Kleina elogia evolução do Santos e quer marcação forte na Vila
E não é que o treinador acertou? Pelo menos até agora! No próximo sábado, às 16 horas, a Ponte Preta enfrentará o Santos, na Vila Belmiro, em jogo único. O objetivo é chegar às semifinais. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis. Mas este não é o pensamento do ousado treinador pontepretano.
“Empate não é bom para ninguém, pênalti é loteria. Quem veste a camisa da Ponte tem a obrigação de entrar em campo para vencer e não podemos mudar nossa característica em virtude do adversário”, contou ele em entrevista exclusiva ao jornalista Rodolfo Brito.
Mas pelo histórico do Estadual, o Peixe está muito mais acostumado com as penalidades máximas do que a Macaca. O Santos, recordista no quesito, já teve sete pênaltis a favor e desperdiçou apenas um. Enquanto isso, a Ponte bateu apenas uma infração dentro da área, justamente no duelo contra o Santos na primeira fase.
“Não acredito que isso (favorecimento aos grandes) ocorra. A arbitragem brasileira é séria”.
No caldeirão!
Na primeira fase, o Santos foi o único time considerado grande que a Ponte Preta não conseguiu derrotar. Mesmo jogando em Campinas, o time de Gilson Kleina empatou, por 2 a 2. Mas o treinador promete não cometer os mesmos erros.
“Não vencemos pela qualidade individual do Elano (em que pese a falta marcada sobre ele não ter existido) e porque não ficamos tão ligados como deveríamos depois que passamos à frente no placar e eles ficaram com um jogador a menos. São falhas que não podiam ter ocorrido e não voltarão a acontecer”, explicou ele, que acredita em muita dedicação, foco, estar ligado o tempo inteiro e agir com obediência tática para vencer dentro ou fora de casa.
Em nove jogos fora de casa, o time campineiro tem seis vitórias e apenas três derrotas. Com um retrospecto destes, Gilson Kleina não se mostra preocupado com o ataque santista, dono de 40 gols e o melhor da competição.
“A Ponte tem a terceira melhor defesa e já conseguimos parar vários ataques. Não existe receita, só ingredientes necessários: temos que marcar bem, ter boa saída, estarmos ligados do início ao fim da partida e, se errarmos, errar o menos possível, pois qualquer falha poderá ser fatal. Como disse nosso gerente de futebol, Marcus Vinicius, é como uma guerra: ou o soldado mata ou é morto”, disse o comandante.
Segredos!
Nesta entrevista exclusiva ao jornalista Rodolfo Brito, Gilson Kleina não se mostrou surpreso com a boa fase da Ponte Preta. A Macaca terminou a primeira fase na quinta colocação, com 32 pontos.
“De maneira alguma é surpresa. Desde o início nosso objetivo foi estabelecido como ficar entre os oito no Paulista e subir no Brasileiro. Já cumprimos muito bem esse primeiro objetivo no Paulista, apesar da discrepância de recursos que há entre os quatro grandes e os demais times que disputam a competição. Agora, com esse objetivo inicial cumprido, estamos pensando grande e ambicionando voos maiores já nesta competição. Mas para isso, temos que vencer o jogo de nossas vidas neste sábado”.
Para ter sucesso nesta decisão, o treinador utilizará a seu favor as vitórias sobre Corinthians, Palmeiras e São Paulo. A Ponte Preta triunfou sobre Timão e Tricolor na capital paulista, enquanto bateu o Verdão no Moisés Lucarelli, em Campinas.
“Na semana passada, antes da partida contra o Palmeiras, cheguei a mostrar em palestra vídeos das vitórias contra São Paulo e Corinthians e o empate contra o Santos, deixando claro que somos um time agressivo e competente quando nos propomos a isso. No entanto, também temos os pés no chão: nosso potencial é claro, mas precisamos trabalhar muito para conquistarmos uma vitória na Vila Belmiro. Os resultados contra os grandes nos demonstram que temos condições de vencer, mas temos
Nenhum comentário:
Postar um comentário